Resenha de Jack & Jill, James Patterson

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Terceira aventura de Alex Cross vem com muitos perigos e desafios para o detetive que, nesta história, enfrenta não só um serial killer, mas vários assassinos com diferentes propósitos. E, inclusive, tem sua casa ameaçada.


Editora: Best Seller Jack & Jill, James Patterson
Páginas: 350
Ano de publicação original: 1997

Sinopse:

De repente, a impenetrável névoa da morte desceu sobre uma cidade inteira, envolvendo com seu manto todos os habitantes de Washington, D.C., sem distinção de classe, idade ou sexo. O detetive-psicólogo Alex Cross, protagonista de “Na Teia da Aranha” e “O Beijo da Morte”, está de volta para tentar descobrir o autor – ou os autores – de intrigantes e brutais assassinatos de personalidades famosas e de crianças. Na capital americana, todo mundo corre perigo – inclusive o presidente da República e os próprios filhos de Alex Cross!


 

Jack & Jill é uma brincadeira onde duas crianças cantam versos sobre subir uma colina e carregam um balde entre eles, uma criança sendo Jack e outra sendo Jill, fazendo um pequeno teatro e imaginando circunstâncias no caminho. Pegando como gancho esta cultura, James Patterson expande esta inocente atividade para crianças em algo deturpado e doentio.

No livro, Jack & Jill são serial killers que querem passar uma mensagem. Para tal, “sobem a colina” para incomodar grandes figuras políticas e midiáticas para passar para frente as suas intenções. Enquanto isso, um diferente serial killer aterroriza o bairro de Alex Cross, colocando em perigo seus filhos e outras crianças que estudam na mesma escola. Ah, e tem aquela diretora…

Impossível imaginar como Alex Cross não sofreu de burnout neste livro. Se fosse um personagem real, talvez sofresse deste mal. O detetive tem muitas responsabilidades nas costas, tendo que lidar com consequências de suas decisões que sempre lhe parecem ambíguas, não passando segurança, mas sendo necessárias.

James Patterson elabora uma trama complexa, madura e com bom ritmo, mantendo seus olhos sempre ligados nos pequenos detalhes. Os personagens são carismáticos e os vilões são assustadores quando entramos em suas mentes, como deveria ser. Alguns elementos não possuíram o mesmo esmero em seu desenvolvimento, como certas organizações federais começando a importunar o nosso protagonista, contudo não atrapalha o andamento da história.

O autor continua escrevendo maravilhosas histórias sobre este dedicado detetive que apesar de falho, é empático e digno de admiração. Suas dores nos doem e os seus desafios passam mais peso por nos importarmos com este protagonista e os personagens que o rodeiam.

Caíque Apolinário
Caíque Apolináriohttp://bookstimebrasil.com.br
Escritor de três livros de ficção em conjunto com a Raquel Cortez Machado e host com a voz mais sedosa da podosfera. Viciado em café, multi tarefas e o suporte de toda a equipe.

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